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     Que conquista é essa?

           

           Adriana Vandoni Curvo *

           10 de Dezembro/2004

 

Escolha o adjetivo

Em seu corpo, a liberdade

Que conquista é essa?

 

               Depois de 60 anos em vigor, a legislação que trata de punições em caso de aborto, será discutida pelo governo federal. Já era hora. A intenção é rever a Lei que trata da interrupção voluntária da gravidez. Na primeira Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres o tema foi discutido e disso saiu um relatório de reivindicações para melhoria nas condições de vida da mulher.

               A parte que trata do aborto é colocada como um direito da mulher de ser emancipada e autônoma na decisão de interromper ou não uma gravidez indesejada. Estão confundindo as coisas. Claro que o aborto deve deixar de ser crime, como a Igreja, sem nem saber explicar as razões, insiste em defender. Claro que na gestação de fetos sem cérebro a mãe tem que ter o direito ao aborto. É inadmíssível o Estado obrigar uma mulher a carregar um filho por nove meses, sabendo que este estará morto logo ao nascer. Mas o aborto não deve ser colocado como um grande poder que a mulher irá conquistar. Isso é ridículo!

               O aborto é permitido nos países desenvolvidos, mas estamos longe de sermos, de fato, desenvolvidos. Não adianta tapar o sol com a peneira. A falta de instrução e esclarecimento da população é visível, e uma liberação indiscriminada poderá transformar a saúde pública em uma fábrica de horrores, mais do que já é. Aborto não pode substituir os métodos contraceptivos nem ser uma forma de controle populacional, mas será usado como tal se for liberado com o nível de educação que existe hoje no Brasil.

               O que se deve fazer é a programação da liberação gradual, vinculada ao cumprimento de determinadas ações de políticas públicas voltadas para a conscientização e a educação sexual.

               Fazer um aborto não é, em hipótese alguma, uma vitória para a mulher, como querem colocar. É um processo doloroso, uma invasão ao próprio corpo e uma agressão ao espírito da mulher. Não acredito que alguma dessas ferrenhas defensoras da liberdade de abortar como conquista da emancipação da mulher, tenha passado por um processo desse.

               Eu passei. Perdi um filho no quinto mês de gravidez e posso afirmar que foi a pior experiência que podia ter. Uma sensação de vazio, de impotência. Além da dor da perda, a sensação de ser culpada, mesmo tendo sido uma interrupção espontânea e indesejada.

               A grande revolução e conquista da mulher como um ser independente e autônomo será o dia que ela engravidar apenas porque deseja, o dia que a mulher for esclarecida, que ela puder programar sua vida e optar se quer ou não gerar um filho. A modernidade já nos permite isso, com os diversos meios contraceptivos. Mas enquanto a gravidez indesejada for sinal de subdesenvolvimento e de ignorância do país, liberar por liberar o aborto é querer ser o que não somos.

               Não sou contra o aborto, mas é inaceitável que a prática dele seja colocada como avanço da condição feminina quando na verdade, é mais uma demonstração da inferioridade e incapacidade de arcar, responsavelmente, pela liberdade sexual conquistada pelas próprias mulheres.

               Liberdade não é o direito de se agredir, liberdade é o poder definir e programar sua vida. Que espécie de liberdade é essa que pode deixar marcas profundas e eternas no coração da mulher. De que adiantará esvaziar livremente o útero e ferir a alma?

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Em seu corpo, a liberdade

Que conquista é essa?

 

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