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           O PODER

 

 

                   Antonio Carlos Alves de Araújo
                   Psicólogo
                   Comunique-se
                   Fevereiro, 08/2001

 


"O medo da morte nos reforça o desejo de sermos lembrados antes e após a mesma, assim sendo, a profunda fascinação pelo poder, é uma forma de alguém impor sua lápide pessoal a toda a humanidade".


"Quem sabe satisfazer seus impulsos é inteligente, quem os domina é sábio" - Kant


"O poder é uma terrível armadilha, pois quando alguém pensa possuí-lo, já está possuído por ele" .


"Se alguém se sente infeliz por ter sido excluído do poder ou status, pense um pouco em pequenas coisas, pois logo se tornarão grandes metas" .


Como foi cômodo nesses cem anos da psicologia acreditar na primazia de um instinto, no caso a sexualidade, em detrimento do núcleo pessoal e social a que todos estão sujeitos. Pouquíssimas contribuições temos da psicologia acerca do estudo do poder, excetuando-se a obra de Alfred Adler (1870-1937), inicialmente colaborador de Freud até 1908, rompendo com o mesmo por divergências acerca da predominância da sexualidade como fonte da motivação humana.

Quando a sexualidade foi posta no pedestal dos conflitos humanos, o poder passou completamente da psicologia para outras ciências, não se estudando mais as influências sociais na psique humana. Mesmo assim ficou demonstrado como o instinto de poder esconde-se sob a capa da sexualidade, pois é muito mais fácil discutir perversões ou fantasias sexuais do que a imensa frustração de não se galgar uma posição de destaque e domínio sobre outras pessoas. Se como dizia Freud a sexualidade é a estrela do id (impulsos sexuais inconscientes), o poder é o centro do ego em nossa sociedade, e pior, nunca admitido, mas sempre desejado.

Não estudar os meandros do poder é uma tentativa de perpetuá-lo e usa-lo em favor de um determinado grupo favorecido. Esse invólucro de mistério sobre o tema esconde que o que menos a sociedade quer dividir é exatamente o poder.

O exercício do poder por determinado indivíduo revela não apenas seu lado emotivo, mas toda a sua estrutura de personalidade, determinando se tal indivíduo encontra-se no que foi denominado de complexo de inferioridade ou superioridade, ambos são compensações de metas de poder insatisfeitas, sendo que no primeiro a pessoa fracassa em sua auto-estima e ambição pessoal, para forçar do meio uma atenção e cuidados especiais, pois dita pessoa não aceita o senso de responsabilidade pessoal ou independência, no segundo caso, o desejo de superioridade acaba encobrindo qualquer temor ou inferioridade sentida, pois nada mais óbvio que adquirir poder para se provar que não se trata de um perdedor.

Neste ponto da teoria de Adler, Freud discordou energicamente, achando que o poder encobria o desejo inconsciente de se possuir um "pênis maior em comparação com outros", ou o desejo de obter maior satisfação sexual caso obtenha o poder, sendo o aspecto social totalmente secundário. É estranha sob todos os pontos de vista tal afirmação, pois achar que a busca de prestígio é apenas um reflexo da dúvida do tamanho do órgão sexual, esconde o fato de que somos condicionados não apenas em função do órgão citado, mas para sempre levarmos vantagem em todos os aspectos da existência, seja no biológico, psíquico e material.

Parece até que a ênfase exacerbada no pansexualismo serviu de um excelente pretexto para se ocultar aspectos centrais da personalidade humana, que talvez seriam muito penosos de serem admitidos. Outro aspecto essencial a ser lembrado é o de que o poder jamais é um fator estático, mas puramente dinâmico. Embora quem detenha o poder na maioria das vezes não tolere críticas ou objeções, há uma ânsia desesperada para que sempre apareça um opositor, pois o mesmo servirá de válvula de escape para todos os impulsos agressivos e destrutivos, principalmente se for uma pessoa frustrada e extremamente infeliz que detenha o poder.

Seria interessante os líderes de qualquer tipo de movimento conhecerem tal aspecto psíquico, pois talvez eles próprios sejam o prato principal para a função da manutenção do aparato do poder. Ao observar diversos casos de intensa perseguição política e ideológica, me deparei com tal aspecto verdadeiramente aterrador e contraditório - "a pessoa que julga deter o poder espera sua presa como um verdadeiro animal faminto". É imperativo haver momentos de caça e canibalismo, pois não é no inconsciente sexualizado que residem os impulsos destrutivos, mas como disse acima, é no ego insuflado de desejo de destaque, superioridade e domínio, que mais rapidamente as pulsões destrutivas podem se concretizar.

Voltando a questão dos movimentos sociais, percebemos que a tentativa de exercício do poder instiga elementos inconscientes reprimidos, como, por exemplo, quando há um movimento de luta por uma causa, seja numa empresa ou instituição e não ocorre um mínimo de adesão. Esse é o problema histórico de todos os movimentos, mas um aspecto que gostaria de ressaltar, é que essa falta de adesão não é somente causada por medo ou temor de represálias, mas há latente um mecanismo de inveja e ódio por quem está liderando, pois este último mostra essencialmente a inferioridade dos demais, e estes não toleram presenciar alguém fazendo aquilo que tanto temem ou deveriam fazer, já que sempre são barrados por sua total impotência.

Na questão da violência vemos o reflexo dos valores vigentes, pois quando lemos que traficantes que antes recrutavam adolescentes para transporte de drogas, e agora se utilizam de crianças, somos obrigados a fazer um paralelo com as agências de modelo que a cada ano diminuem a idade requisitada das concorrentes ao referido cargo. Enfim, o exemplo da estrutura do poder é sempre imitado. Porém o poder não pode ser visto apenas na ótica da destrutividade, pois ele é fundamental no aspecto da segurança pessoal do indivíduo, sendo que a meta de vida de cada pessoa, passa pelo fato da mesma ter ou não poder para realizar tal finalidade.

Adler citava sempre o sentimento de comunidade como sendo a mais nobre meta humana a ser alcançada, e nesse sentido o poder passaria de um aspecto egóico ou narcisista, para algo que contribuísse para o desenvolvimento da coletividade humana. Alguns dizem inclusive que a criação dos A. A (alcoólicos anônimos), foi inspirada na teoria adleriana, após este ter feito uma viagem a América.

Um dos pressupostos centrais dos A.A. transcrito da obra de Adler, fala que a pessoa deve ajudar o outro, mesmo que ela própria não tenha superado sua dependência, isso é um ótimo exemplo do descrito acima sobre a transformação do poder egóico em social. Muitos podem pensar como esse conceito ainda é possível em nossa sociedade totalmente corrompida, mas essa é a questão básica, pois ser diferenciado ou inteligente, não passa nunca por uma vestimenta ou posse material, mas tão somente por não ser um reflexo ou espelho de uma estrutura social falida.

Cada um deveria refletir cuidadosamente se sua alma está atrelada ao gregarismo e medo da exclusão, ou a criatividade e espontaneidade. O egoísta ou narcisista sabe que no fundo ele é um absoluto miserável, não quer dividir nada por saber que seu produto é totalmente efêmero, ele sempre precisa tomar as coisas de alguém, sua esterilidade ou apatia social é apenas uma reação ou vingança em relação à pujança de criatividade de outro ser humano.

Seu passatempo predileto é torcer e verificar pelo fracasso de seu círculo de conhecidos, jamais tem amigos, apenas acompanhantes em determinados eventos, sua principal carência é de não poder compartilhar seu íntimo com alguém, pelo temor de se expor, como tem a consciência de que jamais obterá amizades genuínas, usa o recurso da exploração ou sedução para obter seus objetivos. O estudo do aparelho psíquico inconsciente é de fundamental importância, porém é mister levarmos a cabo uma análise do ego frente aos mecanismos sociais aos quais está exposto, pois caso contrário teremos uma psicologia totalmente fragmentada e alienada das verdadeiras fontes de motivação humana.

Vale ressaltar a teoria do reflexo do poder onde ressalta que no ambiente familiar à criança irá reproduzir todo o esquema de poder do lar, isso é extremamente atual, principalmente para os psicólogos que trabalham com crianças. Todos sabem que os conflitos infantis refletem aspectos negados do psiquismo dos adultos, mas a observação clínica de diversos casos, não deixa dúvidas que a criança se orienta por dois caminhos fundamentais:

1) Caso sinta-se amada ou acolhida, reproduz em seu comportamento o foco central do conflito psíquico de um ou ambos os pais, no intuito de até ajuda-los, expondo o que não foi resolvido e dramatizando aquilo que se necessita resolver. Qualquer distúrbio infantil só será plenamente compreendido se percebermos o histórico psíquico ou a ontologia da própria neurose.

2) Caso a criança sinta o ambiente hostil, "sentir como se vivesse num país inimigo", a tendência é exacerbar o conflito dos pais, tomando para si toda a carga da neurose, numa tentativa alucinada de provar que é fruto de algo ruim, ou rejeitando qualquer tipo de orientação ou estímulo para seu desenvolvimento. A necessidade de se marginalizar passa a ser um protesto da criança que, gostaria de ser amplamente mimada, então aquilo que no passado era um sentimento de rejeição, transforma-se agora numa imposição tirânica de conquistar a atenção de todos pela força, dessa maneira a criança reproduz as estruturas mais autoritárias e sectárias de poder e controle social, que tanto conhecemos na organização de nossa sociedade.

Penso que os elementos apresentados nesse estudo devem conduzir para que todos possamos se concentrar no essencial, naquilo que realmente nos afeta e poderá traçar nosso destino.


ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO- PSICÓLOGO C.R.P. 31341-5 Contatos: tel.0XX11 66921958

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