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      Artigos
     

      Se essa rua fosse nossa

        Maria da Penha Vieira
        08/10/2007

 


Quem viaja pelo Sul do Brasil, pela Europa, Estados Unidos e mesmo na América Latina, em alguns países como o Chile e principalmente seu interior - Puerto Mont é um exemplo pela beleza das rosas centradas em belos canteiros ao longo de sua principal rua - Argentina, um deslumbramento de jardinagem na América Latina confere o destaque pelo paisagismo das áreas públicas com o colorido de flores. Em Puerto Mont, Chile, a multa para quem cortar uma rosa do canteiro público é altíssima.



O Sul do Brasil também premia seus habitantes com a beleza de suas praças e ruas floridas. Não se sabe por qual motivo o resto do Brasil dá tão pouca importância às flores e não se pode ser tão simplista de culpar o clima local, pois, para cada clima existem espécies adequadas. O tratamento paisagístico dado à jardinagem, em geral fica restrito a espécies não floríferas. As folhagens são belas, contudo a ausência do colorido das flores nega alegria, principalmente, aos centros urbanos tão precisados do calor visual .das flores que alivia as pressões sob as quais está submetida sua população. O mesmo lamentável descuido ocorre nas pequenas cidades do interior de quase todo Brasil.


Tanto o poder público municipal quanto as propriedades privadas, com prédios empresariais, shoppings ( áreas externas ), e construções residenciais nenhum valor dão à preferência pelas espécies floríferas.


Luzes Municipais para cegar

A máquina de triturar habitantes locais, com poder de polícia justiceira, em qualquer que seja o tamanho do município, assusta habitantes que não se expõem por puro medo de serem perseguidos. E serão, sem tréguas, caso se insurjam. Prosseguir leitura.

Observe-se o paisagismo dos canteiros de edifício, cópia reprográfica um dos outros deixando a impressão de que foi projeto da mesma empresa ou do mesmo paisagista sem preguiçoso ou sem criatividade

O Brasil tem espécies de flores que vão desde simples 'pés de mato", como a maria-sem-vergonha, desvalorizadas pela facilidade com que se ofertam, à espécies já reconhecidas como "plantas" ornamentais. Assim, não se vê nenhum sentido, a não ser o do desleixo, que governo local, casas, edifícios públicos e particulares e espaços públicos não possam ser ornamentados por espécies floríferas. Trepadeiras, um exemplo, são as espécies que mais resistem ao ambiente poluído dos centros urbanos. São resistentes, de grande beleza na época de floração e de baixo custo de conservação.

Decorrência da falta de educação do brasileiro sem distinção de classe social ou intelectual, as poucas iniciativasdo cultivo de flores em portas, calçadas e muros de domicílio familiar é a certeza de que transeuntes e vizinhos irão destruir essas iniciativas.

Muito comum é ver esses transeuntes e vizinhos arrancando galhinhos de mudas, crianças depenando as flores sem objetivo algum a não ser o objetivo de exercer a incivilidade na qual estão sendo educados, ou foram educados. Não ocorre a essas pessoas, simplesmente, tocar a campainha da casa e pedir uma muda. Acreditam elas que isto não é desonesto e depois, essas mesmas "éticas e preocupadas com o social" se tomam de ira contra o despudor dos políticos que roubam os cofres públicos, coisas iguais são feitas pelo mais honesto cidadão ao ver uma viçosa plantinha em canteiro que elas consideram sem dono se estiver em logradouro público. Em terreno particular, não tem nada, ninguém viu ou não vai fazer falta. E até existe o argumento de que planta roubada traz sorte.

Algumas poucas demonstrações de interesse em florir espaços públicos são identificáveis, como é o caso de uma pequena rua sem-saída na Zona Sul do Rio de Janeiro. Daniel Leão, empresário, casado e pai de dois filhos, apaixonado por jardinagem tomou a iniciativa de fixar mudas de orquídeas em árvore da calçada de sua residência. - Minha mãe cultivava orquídeas replantando as que ganhava de presente nos troncos das árvores do sítio. Foi com dela que herdei o gosto por jardinagem, em especial por orquídeas. Daniel lembra que em outro bairro da Zona Sul do Rio a iniciativa de florir os troncos de árvores com replante de orquídeas já foi motivo de pauta na imprensa local.

Daniel foi seguido por mais três vizinhos. Ana Pessoa, professora de Inglês, casada, mãe e avó, desde muito cultiva o hábito de replantar mudas de orquídeas depois destas perderem as flores, em tronco de árvore na parte interna da casa. Mais dois outros vizinhos seguiram o exemplo.

A rua que virou filósofo

Adriana Vandoni

Quando criança, esta época do ano já tinha cheiro de São Paulo, mais precisamente o cheiro da rua Matias Aires. Casa da minha avó, onde tudo era diferente da minha vida daqui. Se em Cuiabá só existia um edifício, em São Paulo eram poucas casas e a da minha avó tinha um cheiro que jamais esquecerei. Matias Aires. Mais

Uma vizinha seguidora do bom exemplo, lamenta a perda da "filha única" que havia plantado no muro coberto de hera, mas que foi destruída pela queda de uma árvore e nada pôde fazer para salvar o único exemplar. Ela lamenta, também, que por tantos anos tenha jogado fora vasos de orquídeas acreditando que não floresceriam se fossem replantadas. Por desconhecimento, sempre acreditou que essas orquídeas de lojas de flores só floresceriam com os cuidados dados nos orquidários. - Já joguei fora uma corbeille inteirinha só de orquídeas que ganhei do meu marido, só por desconhecimento. Lamenta.

Foi comum a todos o receio de que as orquídeas florescidas fossem arrancadas. Somente após a iniciativa de Daniel Leão, Ana Pessoa resolveu arriscar e plantou orquídeas no tronco da árvore da calçada. Daniel Leão passou pelo dissabor de ter uma orquídea extraída por um passante. Indignou-se com os vigias da rua, pois, eles estavam lá para zelar pelos cuidados com a rua e deveriam estar atentos. Único objetivo, tendo em vista ser uma rua sem-saída e muito pequena. Perguntando sobre os motivos que faziam com o paisagismo da cidade contemplassem apenas folhagem, Daniel responde que, não apenas, a falta de educação e incivilidade da população é um entrave, mas o custo alto de manutenção de jardins públicos não são possíveis para o poder municipal.

Tanto a Europa e os países aqui citados como exemplos, que exibem belos jardins no verão e na primavera, ao final das estações, trocam as espécies por outras adequadas à estação do outono e inverno. - Isto significa custo para o poder público. A mesmice dos jardins dos edifícios da orla do Rio de Janeiro apresentam outro problema além da falta de criatividade: o ar salitrado e os ventos que vêm do mar, esclarece. Contudo, Daniel concorda que as espécies de trepadeiras floríferas, de grande resistência, poderiam ser melhor aproveitadas na jardinagem dos logradouros públicos a depender das condições locais bem como maior valorização das flores na jardinagem urbana.

Na mesma rua, um outro exemplo de cuidados foi motivado na época natalina. Uma vizinha que cultiva o Feng Shui estendeu um tapete vermelho à entrada de sua residência. Ano seguinte, mais dois vizinhos seguiram-na na decoração das entradas de suas residências para saudar as Boas-Festas. Bem oportuno seria lembrar que as fileiras de luzes natalinas não precisam ser extintas após as Festas de Final de Ano. Elas podem ser mantidas, para serem acessas em ocasiões especiais e para saudar visitas, mesmo que sejam visitas de amigos íntimos.

Se dois ou mais moradores tomassem iniciativas para o embelezamento de sua rua, no que se refere à jardinagem local, decoração natalina e outras iniciativas ao alcance de todos os moradores, com certeza seriam seguidos por outros até tornar-se um saudável hábito dos quais todos participariam e cuidariam. Ao ver um transeunte ou vizinho depredar o patrimônio local qualquer deles reagiria, pois, lhe custou o investimento do esforço pessoal e a adesão individual.

       

 

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