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Primeiros sinais no Rio

 

Político gosta mesmo de um holofote e o prefeito do Rio começou demolir prédios tidos como ilegais em áreas de um bairro nobre como o Recreio. Deixa de ser cara de pau, moço! Porque não vai nas favelas e derruba aqueles prédios de 12 andares feitos por todos os lados sem licença alguma? Ah, lá tem muito voto, né? E gente que dá tiro, né prefeito? Que vergonha!
Mozart Guariglia de Oliveira
Petrópolis/RJ

 

Editorial

 

Nestes primeiros dias de gestão todos os prefeitos farão estardalhaço sobre suas primeiras iniciativas de demonstração de força moral. É natural que seja assim em todos os municípios do Brasil.

No caso das providências do novo Prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes, será difícil manter o ritmo. Para que isto aconteça será necessário que o Prefeito viaje muito para fora do seu Estado. Se continuar assim os riscos de não terminar o mandato são muitos. A não ser que combine com os russos.

Quem sabe a falta de combinação com os russos não foi o fator que fez com que o antigo Prefeito Cesar Maia tenha parecido acomodado nas duas últimas gestões?

De qualquer maneira, o missivista, Sr. Mozart, não pode esquecer-se de que as demolições ocorridas eram de construções irregulares. Apenas não se tem certeza de que a ação da Prefeitura tenha ocorrido dentro da Lei. Os proprietários dos imóveis reclamaram da falta de aviso prévio sobre as demolições, além do fato de ainda estarem com processo em andamento contra a Prefeitura.

 

 

 

 


    Luzes municipais para cegar
    Lições de Faulkner

           

        Maria da Penha Vieira ( * )

        27 Dezembro /2008

 

 

Por muito tempo o escritor norte-americano William Faulkner (1897 -1962), foi considerado um escritor menor devido a sua “classificação” de autor Regional. Superou o preconceito corroborado que foi pelo Prêmio Nobel de Literatura em 1949 com o livro Enquanto eu Agonizo. William Faulkner, no tocante livro Luzes de Agosto, descreve a perversidade dentro da população local de um condado, para nós, o equivalente ao nosso município, guardadas as devidas e fundamentais diferenças do Sistema Federativo que nos separam.

William Faulkner nascido no Sul dos Estados Unidos da América, numa pequena cidade do interior do Estado do Mississippi, era co-partícipe e vítima. Por estas características de interiorano foi que Faulkner pode alimentar seus personagens de Luzes de Agosto, retratando a ignorância e a crueldade da população e poderes locais que foram descritos como uma relação de dupla intriga e as ações paralelas. Cria-se com muito mais facilidades situações trágicas que atormentam a vida da população municipal. dos três níveis de poderes executivos, o municipal é o mais cruel.

As relações de dupla intriga e ações paralelas, na atualidade, resultam da promiscuidade dentro da máquina municipal através de seu corpo, deformado, de servidores. Esse corpo dividido entre concursados e o chorume. O chorume, por sua vez, é composto de apaniguados – assistentes de aspones e outras classificações -, que vieram com cada prefeito do passado e a cada novo prefeito, vai crescendo. A cada novo prefeito corresponde nova leva de chorume que é deixada para trás na maioria das vezes muito mais para manter-se com poder fora do comando. É desse corpo total que brotam os espiões, facilitadores de ilícitos e vingadores.

É com este corpo necessitado de oxigenação de moralidade que os prefeitos contam para administrar suas cidades. Se o prefeito for conivente, ótimo para ele. Do contrário esta máquina tem capacidade para levantar toda uma população contra ele próprio. A máquina pode sim, trabalhar contra o próprio prefeito e ele sabe disto e é por isto que, os que sabem estão sempre preocupados com a “satisfação” dos chamados servidores públicos municipais. Satisfeito, o funcionalismo ergue a barreira de proteção ao prefeito trabalhando contra os habitantes locais. O caldo do funcionalismo municipal, porém, tem suas divisões endentadas.

Esses grupos se dividem e sub-dividem-se: uns trabalham com o prefeito, outro trabalha contra o prefeito e ainda outro, trabalha pelo político dono do loteamento — vereador tal , deputado estadual fulano ou federal beltrano — e recebe extra por seus serviços. Não raro, há formação de grupos que dão atendimento a vários segmentos da iniciativa privada e indivíduos autônomos com interesses específicos, apontando bons negócios à vista, ou, ao mesmo tempo em que trabalham para produzir os bons negócios para seus clientes da iniciativa privada. Eles têm suas ligações person to person com a máquina estadual e grandes e fortes parcerias que atendem os interesses do grupo de cada um. Ficam, então, imbatíveis, não importando se o prefeito faz bico para o governador e vice-versa. Enquanto os chefes dos dois governos se bicam, se for o caso local, o pessoal dirige a máquina. O pequeno grupo dos honestos servidores, silencia, marca passo profissional e vive desiludido sonhando com a aposentadoria que o libertará.

A máquina de triturar habitantes locais, com poder de polícia justiceira, em qualquer que seja o tamanho do município, assusta habitantes que não se expõem por puro medo de serem perseguidos. E serão, sem tréguas, caso se insurjam. Uma reclamação pública, por menor que seja, valerá uma boa caçada ao atrevido pagador de impostos inadimplente ou não. Um habitante que reclame de setor da limpeza urbana, não vai demorar, e algum crime lhe será imputado: multa por lixo hospitalar em sua residência. Gaze usada não pode, se for da vontade do tirano.

Se essa rua fosse nossa

Quem viaja pelo Sul do Brasil, pela Europa, Estados Unidos e mesmo na América Latina, em alguns países como o Chile e principalmente seu interior - Puerto Mont é um exemplo pela beleza das rosas centradas em belos canteiros ao longo de sua principal rua - Argentina, um deslumbramento de jardinagem na América Latina confere o destaque pelo paisagismo das áreas públicas com o colorido de flores. Em Puerto Mont, Chile, a multa para quem cortar uma rosa do canteiro público é altíssima.. .' Ler mais

Nesse universo real do poder municipal vivem confinados milhões de brasileiros pagadores de impostos. Cometem supostos crimes, são apenas sombras impotentes e não tem rostos; fogem às cegas para lugar algum. Essas sombras correm de tolas porque, há capilaridade suficiente no corpo denso da máquina municipal que os encontrarão com suas luzes de infravermelho de janeiro a dezembro, do verão ao inverno de suas vidas.

Da máquina municipal, no interior do Brasil, saem as mordaças aos pequenos veículos de comunicação, rádio e jornais; e eis o motivo pelo qual os jornalistas locais são manietados, principalmente pela escassez de veículos que acolham os desempregados da comunicação. Os proprietários sofrem muito mais se abrirem suas páginas para denúncias. Sofrem toda espécie de perseguição e de fiscalização além de perder anunciantes do poder público. Querer saber por qual motivo determinados Òrgãos municipais e suas secretarias não funcionam. Escarafunchar e denunciar, só se o pagador de impostos tiver perdido a noção de perigo. Quase sempre, nesta máquina independente, os gatos da casa municipal, trabalham em benefício próprio de forma individual quando fornecem dados sobre os habitantes para fins irregulares ou em grupos distintos; mesmo quando parecem proteger o nome do Prefeito a quem deram apoio momentâneo.

Nada disto ocorre com simulacro. Acontece acintosamente, certos que estão de não serem localizados e se, não punidos. Você está sendo punido por ter se “metido” com eles. O “cala a boca' mais eficiente. Não se pode deixar de compreender porque a população não se toma de vergonha e parte para correta ação de tomar conta de seu município. Imaginem um pagador de impostos querendo acompanhar as alocações de verbas do Orçamento da União municipal? Sem dúvida serão logo “encomendados” e atropelados.

Então, os habitantes de um município vivem uma espécie de cárcere privado da liberdade de expressão — e a baboseira da cidadania se revela puro cinismo —, com um grande grupo de carcereiros institucionais remunerados pelo próprio pagador de impostos e previsto por legislações, cuidando das chaves das selas.

Com o advento da internet, por meio da qual as pessoas se manifestam tudo isto ficou muito mais contundente. Com a mesma velocidade que se divulga fatos e denúncias, na mesma velocidade chegam os avisos de “fecha essa boca...senão...”, e chegam diretamente ao emissor, entregues na porta física, em forma de multas forjadas. Se for o caso de o denunciante ter dívida ativa com o município ou com o estado, sinta-se logo perdido e indo a leilão público. É aqui que os grupos diversos se encontram e finalizam suas operações casadas que foram bem planejadas para punir, vingar, locupletar autônomos e fazer caixa para as próximas eleições.

 

Velocidade da internet,
faca de dois gumes

 

Se algum leitor fizer parte de lista de discussão em grupos comuns, ou de associações de classes e bairros, fiquem atentos ao silêncio da maioria quando alguns temas “inconvenientes” que surgem beiram o perigo que é a manifestação contra o poder local. Percebe-se logo que estão morrendo de medo. Nestas listas se infiltram olheiros dos serviços públicos que lá estão para descobrir filões. Esses filões são pessoas com características econômicas e financeiras que quando perseguidos, supostamente, darão grandes ganhos. Ou, uterinos ideólogos em busca de vingança. Quase todos estão muito mais para “ouvir” do que para “falar”.

Ainda sobre as listas de discussões, na maioria das vezes, estão políticos e pessoas perigosas que vão tomar conhecimento de suas posições em cópia oculta. Se o assinante do grupo não tiver mesmo coragem, não se manifesta e quem o faz é por não temer toda sorte de represálias ou por pura espionagem. Desconfiem dos que se calam e dos reticentes que ficam em cima do muro.

 

 

 

( * ) Maria da Penha Vieira. Jornalista profissional, Executiva do Dominio Feminino e sócia da Corpo da Letra Editora. Trabalhou na Esquire Propaganda e Publicidade com Fernando Barbosa Lima. A convide do Jornalista Narceu de Almeida tranferiu-e para a Bloch Editores, Revista Fatos&Fotos, onde estagiou como repórter. Elle&Ela, Desfile e Pais e Filhos.

 

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