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  O fio e a trama


      Maria da Penha Vieira
      02, Março/2003

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Dédalo, arquiteto grego, de profundos conhecimentos em geometria, que construiu, em Creta, o Labirinto onde morava o Minotauro, representa a capacidade masculina para produzir e construir coisas difíceis. Dédalo, simboliza o engenho e a habilidade. Habilidade e engenhosidade que nós mulheres temos de sobra.

Quando Ariadne facilitou a fuga de Teseu usando um rolo de fio de ouro, demonstra que até a Mitologia grega reconhece a capacidade feminina em conseguir fazer o impossível, que foi desfazer o mito de Dédalo, ou seja, ela é capaz de fazer, também, coisas mais difíceis: o que, às vezes, são consideradas impossíveis. A mulher na mitologia grega aparece, também, associada ao trabalho manual com fios e tecelagem, não por incapacidade de pensar, muito ao contrário. Paciencia, criatividade e pensamento matemático, ainda que tal afirmação seja considerada aberração, ainda hoje, por tantos, homens, principalmente.

Principalmente os homens, porque lastimavelmente as mulheres também. Sobre a Teia de Penélope, já se viu sendo usada e estudada de todas as formas, em tudo, até juridicamente. Em pesquisa pela Rede, encontro uma senhora, Anabela Gradim, da Universidade da Beira Interior — Portugal — que faz citação correta para o contexto no qual ela usa, mas é infeliz e nos desmerece:

`...é pouco mais que um exercício de retórica, espécie de teia de Penélope que se vai dedilhando para entreter os dias; ...'

Na teia de Penélope, esposa de Ulisses, mais uma vez a associação da fieldade, paciência e pensamento matemático ( lógico, no mínimo ). Enquanto o marido combatia em Tróia, Penélope foi assediada por inúmeros pretendentes. Para mantê-los afastados, prometeu escolher quando terminasse de tecer a mortalha de Laertes (pai de Ulisses).

Para "ganhar tempo", ela tecia a mortalha de dia e a desfazia à noite. Esperou pelo marido durante 20 anos, quando o marido regressou. No entanto para uma mulher que sabe traçar estratégias, planejar, mesmo que no seu mundo micro, ela sabe que pode ampliar o desenho.

Para uma mulher que saiba costurar — fazer tricô, crochê, macramé, ponto cruz, tapeçaria, qualquer outro tipo de artezanato, em madeira ou outro qualquer — , sabe que é arte, e arte pede muito mais do que ser usada como passa-tempo. Mesmo para quem não tem conhecimento do tanto de geometria que pede costurar, bordar crochetar e construir um móvel. Até uma mesa bem-posta pede uma fita métrica. Decorar também, claro.

A citação da Dra. Gradim, é infeliz porque no caso de Penélope, pode-se dizer que ela representa nossa capacidade para criar estratégias, ratificando nosso potencial e capacidade para o pensamento matemático. Estratégias estas que são comumentes chamadas de "espertezas", "intuição", forma de negar a inteligência feminina. Penélope traçou a estratégia de tecer a mortalha do sogro e teve a inteligência de fazer com que ela só terminasse quando fosse a hora que ela determinou. Ao contrário do que é interpretado como um passa-tempo. Trabalhos manuais podem ser usados como passa-tempo, mas tem sempre, no mínimo, o benefício da terapia. Mesmo como passa-tempo, está a serviço do harmonioso exercício do espírito criador.

Vejamos se uma médica, com conhecimentos de anatomia, por exemplo, saberia modelar um vestido, ou um simples boné. Um professor de geometria, teria habilidade, a partir do conheciento para cortar uma saia godê? Poderia, se tivesse mais do que o conhecimento adquirido através do estudo formal. E os cálculos do material? Saberia só pelo fato de ter conhecimentos em geometria ? Ponha o tecido, a tesoura, fita métrica na frente de um e espere que a saia seja cortada. A circunferência vai sair, mas a saia, nunca. O mesmo irá acontecer com a médica ?

Podemos até aceitar que ainda não sabemos fazer uso do nosso potencial e/ou como usar, mas sabemos que somos capazes e, essa certeza, ninguém mais nos vai tirar.

E ainda há quem pense que o trabalho manual é substituto da falta da capacidade de pensar. Enquanto se permanece com as mãos ocupadas, a cabeça fica livre para pensar mais e mais, mesmo estando atenta ao que faz.

Se somos capazes de desconstruir, somos capazes de construir como esclarece o caso de Ariadne.

Portanto, meninas, trabalho manual é muito mais do que se possa pensar. Mãos à obra e faça você mesma, porque esse assunto é pano para muitas mangas. Vejam, as belas cortinas em crochê!

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