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Profissionais brasileiros, você confia neles?

 

Roberto de Castro Neves ( * )
01, Abril/2004

 

 

Pesquisas como estas seriam de muita utilidade se apresentadas periodicamente. Cada órgão de classe, cada sindicato deveria encomendar pesquisas para avaliar o desempenho, por conseguinte, a credibilidade da classe. A partir dos resultados obtidos, o órgão teria dados para trabalhar a imagem, melhorando cada vez mais ou revendo seus pontos negativos sob o olhar da sociedade.

Uma pesquisa feita recentemente sobre “PROFISSIONAIS MAIS CONFIÁVEIS segundo os brasileiros” apresentou alguns resultados interessantes. Abaixo, informamos as categorias e os percentuais obtidos, bem como nossos comentários:

BOMBEIROS (96%) - Campeoníssimos! A instituição sempre teve boa imagem. Aqui e em qualquer lugar do mundo. Coragem, desprendimento, solidariedade, são atributos associados à atividade. Eles merecem a boa reputação.
PILOTOS DE AVIÃO (89%) - É a primeira vez que vejo a categoria ser ranqueada. Estreou muito bem. Sobretudo, porque, para as empresas aéreas, no mundo todo, o mar não está pra peixe.
DENTISTAS (78%) – A imagem desses profissionais sempre esteve mais associada ao chamado “medo de dentista” – que nos é apresentado na nossa infância - do que à sua competência e importância social. Que bom que a imagem deles esteja melhorando! É possível que as modernas aparelhagens – substituindo aquelas de tortura medieval - e o fortalecimento da auto-estima através dos tratamentos estéticos estejam contribuindo para isso. O resultado deve ser comemorado pela categoria.
PROFESSORES (77%) – O resultado é uma surpresa. Pela importância social da categoria, a avaliação é baixa. Numa sociedade, os educadores têm que receber a nota máxima. Mas pela qualidade do nosso ensino, pelo número de greves, o resultado está muito alto. Sugere a existência de outro problema, mais grave ainda: a sociedade não é exigente com os educadores ou está satisfeita com o que tem.
MÉDICOS (75%) – De certa forma, também é uma surpresa. Positiva. A imagem dos médicos é perseguida por fortes e históricos preconceitos. “Máfia de branco”. Corporativismo. Além disso, erros médicos são bastante explorados pela mídia.
ENGENHEIROS (67%) - Coitados dos nossos engenheiros!... Sem emprego e com uma imagem que não é barro nem é tijolo.
ENFERMEIROS (66%) – Esperava uma avaliação melhor. Mas confesso que não há base científica para esta minha expectativa. Será reflexo daquele enfermeiro da Clínica Santa Genoveva que andou detonando os velhinhos?
FARMACÊUTICOS (52%) – Interessante, esse resultado. Para a maioria da população, os farmacêuticos operam como se fossem médicos. A avaliação ruim será porque empurram remédios pra cima dos fregueses? Valeria a pena conhecer mais a fundo essas razões.
JORNALISTAS (51%) – É uma má notícia para quem acredita na democracia. Quando a mídia perde a credibilidade, abre-se o caminho para atentar-se contra ela. E certamente a pesquisa não foi afetada pelo episódio do Gugu Liberato.
PSICÓLOGOS (50%) – O que andam fazendo os psicólogos pra merecerem tamanha desconfiança? Problema de formação? Preços praticados? Resultados?
MOTORISTAS DE TÁXI (37%) – O resultado também me surpreende. Se a pesquisa fosse feita entre turistas, até acharia normal. Mas entre brasileiros... Não será implicância? Pessoalmente, não os avalio tão mal, embora faça distinção entre profissionais do Rio de Janeiro e de São Paulo. No Rio, os táxis são mais confortáveis, têm ar condicionado, as tarifas são absurdamente mais baratas, o trânsito é melhor e os motoristas conhecem as ruas.
POLICIAIS (18%) – É uma avaliação pra lá de contaminada. Claro que existe a corrupção, a ineficiência, a truculência, etc, etc. Mas por outro lado, os policiais ganham mal, não têm recursos para enfrentar o crime organizado, sofrem campanhas diárias da mídia e das organizações ligadas aos direitos humanos. Morrem diariamente mais policias do que bandidos. Se fossem avaliados, os narcotraficantes teriam uma imagem melhor. Seriam julgados pela qualidade dos produtos que fornecem. Parece que as reclamações não são muitas. Pelo menos, no PROCON não há registros.
ADVOGADOS (12%) – Não tem jeito. No imaginário popular, “advogado” é mesmo uma categoria “do mal”. Enquanto isso, nesse aspecto, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) repete o sucesso das paradas: “Tô nem aí!...”
AGENTES IMOBILIÁRIOS (11%) – Coitados dos corretores de imóveis. O setor está em crise, ralam, levam cano dos clientes, e morrem na praia.
POLÍTICOS (1%) – Outra surpresa. Esperava menos.

 

[Fonte: Pesquisa Marcas de Confiança – revista Seleções – publicada na edição 280 da Época, Setembro 2003]
Roberto de Castro Neves,
www.imagemempresarial.com

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