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    Ministro Joaquim Barbosa
    e o Caxangá

 

       Maria da Penha Vieira ( * )
       29, Maio/2013

 

Leia: Editorial

 

               
           "Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder."

            "O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. [...] Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar."

               "Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados. [...] Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados. Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara."

               “O Congresso é inteiramente dominado pelo poder Executivo. As maiorias, as lideranças do Executivo que opera fazem com que a deliberação prioritária do Congresso Nacional seja sobre matérias do interesse do executivo” afirmou Joaquim Barbosa.

               Os políticos brasileiros fingem que representam o povo e este por sua vez finge que é representado. De ambos os lados este fingimento favorece a multiplicação de larvas que atacam o tecido político nas duas partes: do representando e do representante. Por tanto fingimento, os políticos e seus partidos deveriam agradecer ao Ministro por dizer o que o povo brasileiro diz a toda hora com palavras nada publicáveis, xingando suas genitoras da cintura para baixo...

               Os ilibados e honrados políticos brasileiros, nesta semana que passou — dia 20/05 — arrepiaram-se quando toda imprensa noticiou impressões do Ministro do STF, Joaquim Barbosa, proferidas em palestra para estudantes do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), por ocasião da Semana Jurídica, naquela instituição.

               No que tange ao Executivo os poderes monárquivos do Executivo sufocam os demais poderes. Um dos insrumentos perniciosos são as Medidas Provisórias constitucionalmente permitidas na infeliz Constituição de 1988. Por meio das Medidas Provisórias o Executivo legisla, apagando assim, a função dos Legislativo, a que só resta obedecer, e com muito prazer quandos os picaretas de quando o PT não estava no poder são hoje os picaretas da situaçao.

   Escravos de Jó, jogavam caxangá
   Escravos de Jó jogavam caxangá.
   Tira, bota, deixa o cão guerreiro entrar...
   Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá
   Guerreiros com guerreiros fazem zigue zigue zá

               Em absolutamente nada, o Ministro Joaquim Barbosa revelou alguma coisa que não fosse, de sempre, a opinião dos eleitores brasileiros. O Ministro Joaquim Barbosa também é um eleitor, com a diferença de que ele é ouvido.

               Os picaretas — elogio do Lula — que se sentiram ofendidos deveriam passar algum corante nas faces ao menos para fingir ira verdadeira. Exatamente estes picaretas que quando se enroscam por brigas de poder, passam a pedra quente para o Supremo Tribunal Federal resolver. O Supremo não interfere no Legislativo, exceto quando vem pedido de socorro. E quando o Congresso quer entender a Constituição a quem recorre ?

               Mas há uma lógica bêbada — espere, só —, insana na vocalização dos 'partidos de mentirinha' e neste ponto o ministiro foi coerente, visto que, ele foi voto vencido quando do julgamento da ADIN que aprovou a criação do PSD, este também, nem de esquerda, nem de centro, nem de direita, nem de oposição, e, igualmente será a Rede, o partido da Marina Silva. Na outra mão, vamos lembrar o que disse o minisro sobre o partido do PT em entrevista à Folha.

               "Vou te confidenciar uma coisa, que o Lula talvez não saiba: devo ter sido um dos primeiros brasileiros a falar no exterior, em Los Angeles, do que viria a ser o governo dele. Havia pânico. Num seminário, desmistifiquei: 'Lula é um democrata, de um partido estabelecido. As credenciais democráticas dele são perfeitas'."

               Aí é que a lógica insana se pronuncia e contraria tudo o que foi falado pelo Dr. Joaquim Barbosa, porque afinal o Partido dos Trabalhadores é um partido estabelecido, e, pelo visto não é de mentirinha, bem como o Lula é um bom político e que por duas eleições recebeu o voto do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, bem como a atual presidente, Sra. Dilma Rousseff. O Mensalão originou-se no primeiro mandato do governo Lula só para lembrar, e ainda assim o Lula recebeu o segundo voto do Ministro Joaquim Barbosa.

               Nesta mesma entrevista, o ministro Joaquim Barbosa revela que seu padrinho para chegar ao STF foi o Frei Betto. Para quem não ligar uma coisa à outra, lembramos que Frei Betto afastou-se do ex-presidente Lula por ter sido preterido ao José Dirceu. Quer dizer, aí tem uma queda de braço dentro do PT, e mesmo que o ministro não se revele um petista, é natural que se pergunte qual a ideologia do Ministro.

               Vamos lá na ideologia: os partidos políticos brasileiros entraram da onda do S de social. Todos são socialistas, ou como há quem queira, este S é de Serviço Social Socialista - SSS. Socialista é o nome do novo irmão cheiroso dos comunistas. Passada a onda do S, entramos na era do S de Ser Nada: nem direita, nem centro, nem esquerda.

               O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, assim orgulhosa e poeticamente, definiu-se uma metamorfose ambulante. Vejamos o que veio em seguida, o PSD também com a mesma ideologia do Nada. Está de chegada o Rede Sustentável da Marina Silva, que também deixou qualquer banda e partiu para o Nada.

               Não-somente os partidos políticos, mas alguns grupos organizados em instituições estão traindo o alfabeto e pisando de volta do S para o N e neles reúnem-se todos os matizes ideológicos para frente, para o lado e para trás. Está certo o Ministro Joaquim Barbosa ? Não. Não está certo. É que ele ainda não se deu conta de que pela Nova Ordem Mundial as ideologias serão todas niveladas ao nada de pensar personalizado. Seremos todos apenas amálgamas. Devemos todos pensar da mesma forma, defender as mesmas causas. Será a higienização mental começando pela política.

               Em nosso Blog, o DominioFeminino já abordou o problema dos partidos políticos no Brasil de forma mais extensa "A gaveta dos registros de partidos políticos".

               O povo e o Ministro Joaquim Barbosa continuarão a malhar em ferro frio enquanto uma Lei Orgânica dos partidos políticos não for redefinida. Todos nós continuaremos reféns dos representantes que elegemos, por não haver outra escapatória, devido ao fato de que a nossa democracia não segue o princípio democrático primeiro,: sem voto obrigatório. Não sabemos como o Ministro Joaquim Barbosa pode esquecer-se deste mero detalhe da democracia.

               Não erra quem afirmar que o Min. Joaquim Barbosa é de esquerda, basta ver os votos dele no caso do aborto de anencéfalo e união gay. A frase dita nesta mesma entrevista: "O Brasil ainda não é politicamente correto" não deixa dúvidas. Isso sem contar as ligações dele com Frei Betto, deslavadamente um defensor do MST. Onde está o presidente do STF no caso do MST, ainda não ficou claro, mas é pior, é nebuloso.

              Falta clareza de para ou com quem está jogando o Ministro Joaquim Barbosa nessas locuções e, é esse o ponto que deixa todos bem inquietos, porque há demonstrações fartíssimas de que ele está desagradando parte do PT, mas há outra parte, seguidores do frei Betto que estão coletando folhas para fazer ninho, em hora oportuna. Será o Ministro Joaquim Barbosa também uma metaforfose ambulante ou está jogando um jogo que desconhecemos ?.

              Arrematando, esta maravilha de fala que corrobora fielmente que os políticos não servem ao povo e sim ao governo do momento, que é quem pode prover-lhes as escadas ambicionadas.

               “Sou um servidor não de partido, sou um servidor de governo”. Guilherme Afif

 

 

 

* Executiva e fundadora do DominioFeminino e da Corpo da Letra Editora.

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Metaformose do Ministro Joaquim Barbosa entre frei Betto e Lula