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Biomidiologia dos
DNArtistas

Flávio Calazans *
06, Outubro/2003

 

 

1 — George Gessert
2José Wagner Garcia
3Eduardo Kac

 

George Gessert — A primeira vez que comecei a desenvolver os conceitos da Biomidiologia foi em 22 de agosto de 1989, quando participei dos debates da CASA DA COR e assisti palestras com a oportunidade de debater com Vilém Flusser, Yochiriro Kawagushi (com seus ecossistemas virtuais gerados em ciberespaço com o programa Morfogêneses), Louis Bec ( Zoosistematicista e pioneiro destas formas de arte) e George Gessert.

George Gessert foi o mais incômodo e chocante do grupo, pois o biotecnólogo do Oregon-USA apresentou diapositivos de lindas flores coloridas criadas por ele, o tema da palestra era “Pintando com o DNA”; Gessert hibridizava plantas desenhando formas de pétalas e cores por manipulação genética, e considerava-se autor das flores.

Gessert disse : “A maioria das plantas e animais de estimação cumprem a mesma função da arte, isto é, servem como pontes entre o mundo exterior e o mundo interior. No futuro, a Engenharia Genética pode virar uma ferramenta para os artistas”. www DominioFeminino com br.

George Gessert foi o primeiro que ví auto-denominando-se um “DNArtista”, e isto em 1989; e suas flores foram publicadas na revista Caos n.6, São Paulo: AN editora, 1989, p.17 e no jornal Folha de São Paulo de terça-feira, 22 de agosto de 1989, caderno ilustrada p.10, administrando mídia do mesmo modo que o fotógrafo de arte Olivieiro Toscani fez nos 18 anos em que comandou as campanhas da Benetton e que foi objeto de uma pesquisa anterior de minha autoria apresentada em congressos internacionais por estar na fronteira entre arte e publicidade, a Arte-Mídia.

Observe-se a Land Art, plantações desenhadas com imagens para serem vistas de avião, ou árvores podadas com formas, ou pedras e areia de cor, ou gelo esculpido, etc. O que levaria um artista plástico urbano a deslocar-se para regiões desertas e passar meses compondo uma obra de duração efêmera, que ninguém irá ver?

A aplicação do mesmo princípio estético da Arte Conceitual dos anos 1960, retomando o renascentista Leonardo da Vinci: “A Arte como coisa mental”, mental, conceitual, e acrescente-se Negroponte do MediaLab: “Bits, não átomos”, idéias e conceitos importam mais do que o mero suporte físico, a matéria (Desenvolvi este tema no artigo "Da Midiologia da Arte à Realidade Virtual". In : ARTEunesp, São Paulo, 13:201-210, 1997).

A única explicação para compreender tais manifestações estéticas é o suporte midiático, o transporte do conceito transmitido.

Ele irá fotografar a obra, sobre escadas, de helicóptero, de satélite orbital, irá filmá-la. As fotos assinadas e numeradas podem ser vendidas, ou a empresa patrocinadora pode editar o livro a cores, e o lançamento será televisionado com as imagens do vídeo que ele filmou, o making-off, além de cartões postais, camisetas, adesivos e websites, configurando uma veiculação da mesma idéia ou conceito em diversos suportes, Multimídia.

A obra de arte entrou na era da reprodutibilidade técnica, como previa Benjamim, e a matriz original perdeu a “aura” para serem comercializadas as cópias, qualquer museu vende camisetas e posters dos quadros de seu acervo, e chega-se até a comercializar pacotinhos com as sementes vivas e cultiváveis das flores descendentes daquelas retratadas nos jardins do impressionista Monet, uma apropriação biossemiótica-fitossemiótica que merece estudos até de Marketing de Arte.

 

 

 

Visite:

www.calazans.ppg.br

 

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