Celebrações e Comemorações
 
 

 

 

 

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  Berta Ataíde
  mpv
  Janeiro, 11/2003

 

 

Circula em torno da festa um bilhão de reais e, segundo estatísticas, são gerados 360 mil empregos. É uma atividade econômica importante, que precisava de mais compreensão e atenção por parte do governo. Mas os empresários, felizmente, estão investindo. A Mangueira é quem faz isso melhor, tem 50, inclusive o Antônio Ermírio de Moraes — Joãozinho Trinta em entrevista ao Jornal do Brasil.

 

V

erdade que o Brasil quando se autodenomina o País do Carnaval pode ser significado de grandes perdas para a economia; mas é durante este período que alguns milhares de brasileiros se sentem "empregados". A indústria do Turismo é aquecida. Se o carnaval é ou não uma atividade econômica lucrativa, a ponto de parar o Brasil, tem o benefício da dúvida na falta de estatística comparada. Perde-se de um lado e ganha-se de outro.

As infindáveis "estatísticas" não apresentam nenhum cotejo. Dessa forma, fica-se na ilusão do custo/benefício que traria o período de Carnaval.

O país pára a partir do Natal e vai até Março, parado, esperando o carnaval passar. Neste período a irritação para a maioria dos empresários, tenha o porte que tiver, é aflitiva mesmo. Negócios pendentes provocando ansiedades, contas acumulando por conta. E os funcionários na folia.

Fato é que a coisa é tão boa, para milhões de brasileiros que muita gente se dana em dívidas para pagar a fantasia. Na outra ponta estão figuras pouco visíveis como tantas outras. É que dentro de uma escola de samba, muita gente trabalha ano inteiro, após o término das classificações, dia seguinte após os desfiles, já estão encarando o próximo Carnaval.

As figuras responsáveis pelos resultados das escolas de samba pouco ou nada são conhecidas do público. Não são festejadas nas manchetes de jornais mas desempenham um papel preponderante em um dos maiores eventos do mundo: o carnaval brasileiro.

Dos grupos dos invisíveis do grande público, estão os Presidentes de Alas das escolas de samba. Um carnavalesco sem o devido, porque merecido, realce. Merecido porque ele toca, assovia, dança e ainda faz muitas outras coisas, que pode não incluir o chupar cana.

DomínioFeminino, em toda sua existência, jamais, conseguiu encontrar alguma utilidade, alguma notícia, ou curiosidade em advinda de SPAM. Vem esse SPAMZINHO do Alex, o primeiro, e, curiosas, como sempre, nós, "as meninas", nos reunimos e aproveitamos o caso raro de um único SPAMZINHO que realmente trazia notícia, trazia algo de novo na Rede. Vender fantasias através da Rede, isso é novidade e Carnaval é o tema nesta época. Fomos catar o "criminoso autor do SPAM" e encontramos o Alex, simpático e disposto a nos explicar o que é o Carnaval, o que ele faz. Ficamos curiosas com a figura do Presidente de Ala.

É o Alex, ou Professor Alex Saleh ( professor de Educação Física ) quem esclarece sobre a função de um Presidente de Ala.

Alex Saleh para Berta Ataíde, via mensagem — Vou te falar que o nome "presidente" é fictício, não se estende ao significado da palavra, pois não há uma eleição do grupo.

`O carnavalesco é o nome público, para aquele que recebe os aplausos, no sucesso e apupos, no insucesso. É o responsável pela criação e execução da temática do enredo. Em cima desse enredo ele cria os carros alegóricos e todo o figurino da escola ( destaques, baianas, bateria e alas) as escolas ficam encarregadas de todos esses trabalhos.’

 

Aqui entra a figura importante dos carnavalescos menos conhecidos, nem por isso menos importante para o conjunto e obtenção do sucesso e são chamados de presidentes de alas. A eles cabem muitas responsabilidades como a confecção das fantasias das alas para não sobrecarregar os custos das escolas. ‘Isso se aplica em 80% das escolas, pois tem algumas que são responsáveis por esse trabalho’ afirma Alex Saleh.

Saleh continua,

`O presidente de ala para ser eleito geralmente já possui seu grupo e é indicado pelo carnavalesco ao presidente da escola que deve aprová-lo. Cabe ao presidente a confecção das fantasias de sua ala de acordo com o figurino e o protótipo desta fantasia que fica na inteira responsabilidade do presidente de ala ( também conhecido como chefe de ala ), desde a compra de todo material, execução e venda dessas fantasias. Como em todo trabalho que se faz, ele pode ter um lucro com essas vendas mas, também corre o risco de assumir um prejuízo ,caso não consiga vender todas as vagas, que são sempre determinada pela escola, geralmente 100 componentes. Esse trabalho, no meu caso, eu realizo geralmente nos 3 meses antes do carnaval, mas mantenho-me ligado a esse trabalho, com reunião na escola em todas as primeiras terças feiras do mês, durante o ano todo.

O meu caso é uma exceção, pois eu tenho meu grupo formado e, de acordo com o enredo da escola eu sugiro ao carnavalesco minhas idéias, que quase sempre são aceitas. Mas agora, por grande identificação e afinidades preguei raízes na Tradição, de onde não quero mais sair, pela forma carinhosa e atenciosa com que me tratam.'

 

Caindo no Samba

 

`Minha entrada no mundo do samba foi inusitada. Em 1989 eu tinha minha turma de ginástica da academia em que dava aula no Leblon e inclui sambas enredos em nossas aulas de aeróbica. Para surpresa, que nem tanta assim, o sucesso foi tanto que tive a idéia de levar um grupo grande para formar uma ala coreografada na Avenida, fechando com a Unidos do Cabuçu. Essa idéias tiveram grande repercussão e grande penetração na mídia com várias matérias em jornais e TV. Fatalmente era notícia, pela inovação que o Carnaval apresentava, que a minha ala apresentava.’

 

De lá para cá passaram-se 13 anos e a Ala do Alex mantém o padrão de inovação apresentando sempre uma novidade na Sapucaí.

Tanto que suas criações já foram parar no exterior, como a bandeira do Brasil formada por 500 pessoas que foi copiada no Grand Prix dos EUA, um mês após o Atentado de 11 de setembro, e, na Austrália, que em homenagem aos EUA, também reproduziu esse trabalho com a bandeira americana um ano após o atentado. E mais, a Coréia "reproduziu" o trabalho do carnavalesco Alexandre Saleh, quando da inauguração do estádio para a Copa do Mundo. Fizeram um trabalho igual a ala do Pelé ( Caprichosos 1998) onde foram soltas 600 bolas de futebol gigantes, outra criação de Alex.

Para este ano, a Ala do Alex irá apresentar uma "pintura em mosaico humano" reproduzindo um campo de futebol formado por 400 componentes e mais, belas mulheres, de biquínis, naturalmente, na função cheerleaders, agitando pompons coloridos, de acordo com o longo título do enredo, "O Brasil é Penta, R é 9 - O Fenômeno Iluminado"..

 

Nem só de Carnaval

 

vive Alex ou Professor Alex. Ele, alem de tudo isso que faz pelo Carnaval carioca, é empresário no ramo de confecções especializadas em roupas de ginástica, a Movimentus, que abastece as academias do Rio e também tem um ponto de vendas próprio, funcionando na Academia do Ginástico Português, na Barra da Tijuca. Quem pensa que as atividades do carnavalesco pararam por aí, nada. Alex é também personal trainner. Ainda tem mais, ele treina e mantém uma equipe de futebol feminino. Mas isso poderá até ser outra matéria, no futuro. Haja fôlego para encarar a Sapucaí.

Para quem deseja passar o Carnaval no Rio e sair por uma boa Escola de Samba, a Tradição ( uma dissidência da Portela ) Telefones para contato com o Alex.

(21) 2480 7366 / 2480 7535 / 3987 9026 / 92687564 / 93873266, via mail para

barcelonasoccer@wnetrj.com.br

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