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Tratamento por Estimulação Precoce
 
 

Dra. Elaine Sonato Martins Caiado é psicóloga do desenvolvimento, psicopedagoga e neuropsicóloga. Faz parte da equipe de Estimulação Precoce da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória (da Marinha do Brasil). Também é psicóloga do CEAPSI - RJ (Centro de Estudos, Pesquisas e Aplicação da Psicologia à Saúde, à Educação e ao Trabalho), onde atua nas áreas de Saúde e Educação.

ceapsi@ceapsi.com.br

Abril, 26/2001

O atendimento precoce é aquele destinado aos bebês de risco. Bebês de risco são os que passaram por alguma intercorrência no período gestacional (infecções congênitas, hipertensão arterial materna, malformações congênitas etc.), parto e periparto (sofrimento fetal agudo, toxemia gravídica, trabalho de parto rápido ou prolongado etc.) ou após o nascimento (distúrbios metabólicos, cardiopatias , desconforto respiratório, convulsões etc.). Essas intercorrências são potencialmente capazes de lesar estruturas do sistema nervoso e desencadear alterações no curso do desenvolvimento global do bebê.

A avaliação do desenvolvimento, o tratamento por estimulação precoce, quando necessário, e orientações à família quanto aos cuidados com o bebê são levados a efeito por uma equipe multidisciplinar constituída por: neuropediatra; psicólogo do desenvolvimento; fonoaudiólogo; fisioterapeuta; e terapeuta ocupacional.

Dentro do atendimento precoce tem-se dois momentos: o de acompanhamento e o de tratamento. O acompanhamento significa avaliar periodicamente o bebê, em termos do seu desenvolvimento, mesmo que ele não venha apresentando nenhuma expressão clínica da lesão que supostamente possa ter sofrido. Sabe-se, pois, que, em muitos casos, é somente após transcorrido um certo período de desenvolvimento do bebê que as alterações clínicas se tornam visíveis. Em tais circunstâncias, portanto, seria apenas quando o meio demandasse o uso de alguma função comandada pela área lesada que se poderia perceber se ela estaria anormalizada ou modificada.

Dra. Elaine Caiado em atendimento

Então, é justamente para se evitar uma constatação já tardia do problema que o acompanhamento se faz necessário . Para isso, também é preciso que o terapeuta que atenda esses bebês de risco conheça suficientemente bem todos os indicadores que caracterizam, em cada etapa, o desenvolvimento normal, principalmente em termos qualitativos. Para exemplificar, pode-se utilizar uma situação relativa ao desenvolvimento cognitivo, que corresponde à nossa área de competência como psicólogo do desenvolvimento, e conforme exposta a seguir.

Sabe-se que aproximadamente aos 9 meses a criança apresenta um comportamento de retirada de um obstáculo para conquistar o brinquedo de seu interesse. Com isso, indica que a permanência do objeto está se constituindo, o que representa um comportamento significativo no desenvolvimento cognitivo. Essa conquista deveu-se ao fato da criança ter sido capaz , na fase anterior, de explorar os deslocamentos dos objetos (apanhando-os, balançando-os, jogando-os, escondendo-os, reencontrando-

os etc. ) e, desse modo, coordenar a permanência visual e a permanência tátil que se apresentavam desvinculadas até então.

Contudo, se aos 4 meses, essa criança, apesar de possuir uma condição tônico-motora satisfatória, ainda está longe de conquistar a coordenação óculo-manual (preensão + visão), que lhe permitiria pegar o objeto que vê, pode-se predizer, com certa segurança, que ela, aos 9 meses, não será capaz de realizar a busca ativa do objeto escondido por um anteparo. Diante disso, não se deverá esperar, até esses 9 meses, para confirmar se tal acontecerá, de fato.

Será nesse momento, então, que se deverá iniciar a intervenção propriamente dita , ou seja, o tratamento por estimulação precoce. Ao realizar esse tratamento numa criança é preciso saber a etapa do desenvolvimento que ela se encontra ( ponto de partida), onde se quer chegar (objetivo a atingir) e quais os procedimentos necessários para se chegar lá. O ponto mais importante do tratamento é saber como fazer para passar de um momento do desenvolvimento para o momento seguinte. E o caminho quem nos mostra é o estudo teórico e a experiência.

Considera-se que o tratamento por estimulação precoce é possível porque se pressupõe a existência do fenômeno da plasticidade cerebral. Esse vem a ser, resumidamente, a possibilidade de sistemas neuronais vizinhos a uma área lesada assumirem a responsabilidade da função relativa a essa área, mediante o processo de estimulação.

A psicóloga do desenvolvimento nesse trabalho é responsável pela avaliação dos aspectos cognitivo e afetivo-emocional, bem como pelo tratamento dessas áreas, quando diagnosticado atraso em relação ao desenvolvimento normalmente esperado.

 

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Sobre a autora

Elaine Sonato Martins Caiado é psicóloga do desenvolvimento, psicopedagoga e neuropsicóloga. Faz parte da equipe de Estimulação Precoce da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória (da Marinha do Brasil). Também é psicóloga do www.ceapsi.com.br,CEAPSI - RJ (Centro de Estudos, Pesquisas e Aplicação da Psicologia à Saúde, à Educação e ao Trabalho), onde atua nas áreas de saúde e educação.

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