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Psicologia demais pode atrapalhar a mulher-natura tanto quanto o desconhecimento; por isso deixe que a natureza do seu instinto feminino tenha a vez e a fala maternal.

*O Maluco é todo errado!
Ignez L. O. Alves

É estranha a sensação que causa ver o " menino " ou " a menina " deixando para trás, uma construção imensa edificada ( muito mais ) pela família, por você mãe. Ele também participou das construções, é certo ( mas foi pouco ). O que se tem a fazer é continuar participando ativamente enquanto ele descontrói as edificações. O jeito é ajudá-lo a desconstruir. Dói, mas é assim mesmo que vai acontecer. O melhor é não tentar impedir porque de nada vai adiantar e pior, vai atrapalhar.

Nada do que você diga ao seu filho adolescente vai encontrar eco, ou concordância, num primeiro momento. Durante muito tempo você foi para seus filhos, um grande dicionário da vida. Você foi uma grande construtora. Mas chegou a hora de ele construir seu próprio dicionário, e sua própria edificação individual. Ele precisa descobrir que é capaz.

Você se lembra ? Agora, na adolescência dele, é só substituir os exemplos e veja como ficam.

Ponha essas idéias na cabeça:

comunicar à criança o que vai precisar ser feito naquele momento:. " Eu sei que você deve estar se divertindo no parquinho, mas agora, já é hora de irmos embora " .

Redirecione a atenção ou a atividade do seu filho usando uma linguagem neutra e positiva: " está bem você desenhando na parede, mas aqui está um papel onde você pode desenhar.

Diga não enquanto mantém o amor: " Eu amo você, mas eu não estou amando o que você está fazendo" .

Dê as razões para as suas regras: " não corra com esta tesoura — você pode cair e machucar-se" .

Dê tarefas limitadas e seja específica naquilo que você deseja que a criança faça: " arrume seus bichinhos de pelúcia " ( em vez de " por favor, arrume seu quarto " ) .

Reconheça os sentimentos das crianças mas, dê limites: " eu sei que você está com fome mas não pegue a comida com as mãos."

Colabore para que a criança veja como as ações dela afetam os outros: " Sua irmã está zangada porque você a machucou. Como você se sentiria se ela machucasse você?" .

Ajude a criança a perceber como ela usa as palavras para comunicar seus sentimentos: " diga ao seu irmão que você não gosta quando ele bate em você" .

 

Para tanto ele começa " destruindo" a construção, " reescrevendo os verbetes do dicionário da vida ". Eles, espertamente destroem mas guardam os tijolos e todo o restante do material necessário à reconstrução do edifício. Com todo o material da demolição ele se prepara para ser o grande construtor. Ele nega tudo o que você diz e faz; sua opinião vai encontrar sempre um argumento maior: o dele. O seu filho jovem homem ou sua filha jovem mulher, não se engane, na verdade está sempre esperando que você o reconheça capaz de pensar por si mesmo, capaz de acertar. Ao mesmo tempo que ele pensa estar acertando, vive constantemente o sentimento de que " nunca acerta" que " faz tudo errado" . Aí começam a nascer as ansiedades que tem vários nomes. O nariz não está certo, o cabelo saiu errado, a escola está longe do ideal. Ele ou ela desejam que a construção seja vista com o olhar de aprovação. O adolescente está sempre " preoculpado ".

E assim os valores que lhes foram passados, vão sendo revistos por eles numa escala própria, feita à necessidade das constatações em vivências. Vão sendo moldadas durante o tempo dessa passagem para a vida adulta. Mesmo assim, a presença da mãe e do pai,continua sendo fundamental mas numa outra postura. Mais do que nunca, a interferência direta pode constituir-se em um grande desacerto. Você já o ensinou a respeito dos espaços pessoais e físicos; precisará ficar muito mais atenta à não-invasão desses espaços. Os referenciais de proximidade são remanejados adquirindo paradigmas novos; novas fronteiras delimitadas por eles.

A fala codificada - as gírias - que os protege contra o mundo do adulto invasor faz parte de um novo modelo de comunicação só compreensível aos seus iguais. " Não deixa ela saber" . " Ela não vai entender " . Ela ou ele, o adulto, incluindo os pais, principalmente estes. Tudo isso não demonstra somente ( o que pensamos ser ganhos para eles ) ganhos pois que o adolescente guarda um certo sentimento de perda em relação a esses; os " ganhos " ainda o incomodam bastante pois não foram assimilados, de fato, como ganhos. Sentido e visto por eles, são ganhos de " dores" e de " insatisfações ". Sofrem por tudo e estão sempre insatisfeitos. Perderam o prazer de brincar e estar muito satisfeitos com os briquedos que os encantavam antes. Perderam o conforto do timbre de voz com o qual conviveram por tantos anos, os lábios estão diferentes. Até os cabelos.... E a lista de perdas pode ter um alcance muito maior. Tudo isso nós adultos vemos como mudanças naturais; mas não eles.

 

Nessa etapa da vida dos filhos, não se tem mais " gracinhas" a contar, para os amigos ou amigas dos pais pois, agora, tudo é segredo, tudo é estritamente confidencial. Coisas que você pode até considerar sem a menor importância: equívoco. A vida deles agora, é uma enormidade de intimidades, de pessoal e individual. Nada é para rir. Tudo para ser respeitado e guardado, protegido contra a curiosidade alheia. Um imenso segredo da Natureza.

" Nesse processo de experiências freqüentes elas acumulam confusões e frustrações. Nesse tempo, o sentir delas torna-se muito intenso" . Tanto quanto na infância elas continuam necessitando de limites ainda que em outro contexto. Mas o conceito permanece. Só que no processo da adolescência agrega-se um dado mais complicado que é a diferença geracional, mesmo que os pais se esforcem para diminuir a distância, ainda assim não se consegue ultrapassá-la de todo mas, com certeza, ameniza os efeitos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Explicando o título

 

 

*Gíria atual usada pelos adolescentes quando querem exprimir que outro adolescente tem alguma coisa de diferente ( dele ): " o maluco é todo errado ".

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