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  A propósito de nomes

 

     Wilson Morais
     Coordenação : Suzana Bertioga
     Colaboração: Ana Louvado
     03, Novembro/2003

Nasce o nome

Como te chamas?

A propósito de nomes

Alguns significados


Minha avó materna se chamava Albertina, Vó-Bertina, como a chamávamos. A paterna: Ursulina. Vó Ursa, para nós. E era brava, a velha. Muito branca, de olhos azuis, cabelo cinza-amarelado de velheza, e não comia carne de vaca de jeito nenhum.

 

Tive um tio-avô que se chamava Gumercindo. Tenho uma tia chamada Anacleta, outra Orlanda, duas Anésias, e, claro, uma Maria, quem não? Houve também um tio José Hilário, este era bem engraçado. Havia também um Messias, que sempre trazia novidades.

Tenho um amigo, baiano, de nome Jecinácio. Seus irmãos: Jecinélson, Jecilene, Jecinílson, Jecinira, Jecivaldo, Jecinaldo... e um inexplicável Francisco! Promessa, talvez, ou descuido...

Afora José, João, Paulo, Pedro e outros poucos que são nomes permanentes no meio cristão, não vejo ninguém mais colocando esses nomes antigos nas crianças. Ataíde, por exemplo, ou Agenor, ou ainda Henriqueta. Aliás, Henriqueta sempre me pareceu nome de professora, daquelas que não dão trégua, de régua em punho e birote na cabeça. Hoje seria presa ou, no mínimo, processada por maus tratos aos anjinhos.

Hoje só vemos Rodrigos, Marcelos, Thiagos, Mateus, Danielas, Diegos, Ricardos, Tábatas, Dimitras, Andressas, Ingrids, Paulas e ainda algumas Patrícias e Mônicas. Sandra, Rogéria, Shirley, certa época foram nomes de travesti. Hoje os travecas usam: Naomi, Sharon, Andressa...

Ainda há quem bote o nome do filho usando uma contração dos nomes do pai e da mãe, me parece o caso de Denílson: Denise e Nílson. Já vi exageros: Roberto e Sueli - e o pobre do filho é a desgraçada vítima dessa união: Roberli. Evidentemente, há nomes que não combinam com crianças: Alexandre Magno, por exemplo, o sujeito tem que crescer e aparecer para fazer jus a um nome desses. Um pequeno cagão não pode jamais ser chamado assim!

Também não dá para chamar uma pobre criança de Antenor, Nabucodonosor, ou Alcebíades. Quem tem nome desses vai ser Nenê pelo resto da vida.

Na minha geração ainda vemos muitos Robertos, Mários, Albertos, Jorges, Válter... Mas, nas novas, esses nomes estão sumindo. Há os clássicos: Júlio, Ivan, César, Víctor, Alexandre, Marcos, que resistem bravamente ao tempo. Teobaldo e Rodolfo, porém, não se encontram mais, a não ser nos casos de herança do nome do pai, como se dá também com Agildo, mas acaba virando Júnior... ou, nalguns casos, Gigi, para extremo desgosto do pai.

Mais algumas gerações e, quando nos referirmos aos avós, vamos ter: Vó Daniela, vô Tiago, vó Monique, vô Diego ... acho que vai ficar um tanto esquisito. Ainda sou pelo vô Joaquim, Juca ou Quim, para os íntimos. Vó Alberta, ou Berta. Soa mais distinto, é uma questão de respeito para com os avós.

A próxima fase dos nomes é um mistério, não sabemos se haverá um retorno aos antigos ou novos nomes surgirão. Já tivemos uma fase áurea do nome composto: João Roberto, Jorge Pedro e João Pedro - que acabam virando Jotapê -, Luís Henrique, Maria Cláudia, Ana Paula, Fernando Henrique ( xô!)... E vai por aí. Houve também a fase da brasilidade: Juracy, Iracy, Jacy, Ubiratã, Iara... Os novos talvez sejam simples onomatopéias, ruídos chineses - Tchum, Splash, Psiu - ou apenas sílabas - Tó, Té, Dé, Di, Ma, Pa, Rê, Bi - coisas assim...

Solução prática seria numerar todo mundo, como no exército. O sargentão truculento gritava: -160!!! - era eu, que chegava sempre atrasado à formatura, e tomava guarda de castigo!

Haveria, certamente, problemas com alguns números - o treze ninguém ia querer, o vinte e quatro nem pensar! Pelo menos, enquanto não se soubesse a tendência exata do moleque...

Pode ser também que voltemos à época dos nomes de artistas ou personalidades de relevo, respeitado o habitual analfabetismo cartorário: Arnoldo Chuarzenéguer da Silva, Bill Clíntão de Oliveira, Franque Sinatra dos Santos, Rachel Uélche Ferreira, Charon Estone da Costa, Leididai da Silva, Daiana de Moraes, Jõe Vayne da Cunha, Cunegundes Roquefeler de Sousa... Incluindo até mesmo alguns legitimamente nacionais, tais como: Gustavo Kuerten de Sousa, Ayrton Senna Camargo, Chitãozinho Pereira e, quem sabe, um Xororó de Almeida...

Do meu lado tenho uns parentes caipiras que colocaram nomes imponentes nos filhos: Washington e Anderson. Depois, não conseguiam pronunciá-los. Então simplificaram: Washington virou logicamente Chitão, e Anderson virou Dérso. Havia mais um irmão, o Demócrates, que, pela mesma razão, quase virou Demo. Só não aconteceu porque o padre interveio e disse que excomungaria os pais e o menino, caso adotassem o tal apelido.

Acabou conhecido como Gringo, influência dos filmes de banguebangue italianos, os chamados western-spaghetti, que eram um grande sucesso na época.

 

Nasce o nome

Como te chamas?

A propósito de nomes

Alguns significados

 

Wilson Morais
wmorais@iconet.com.br
Edição nº19 - 07/01/00.
Fonte: http://www.navedapalavra.com.br/manchetes040800.htm

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