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        Profissão: cabide

Rita Louvado

16, Julho/2001

As modelos de passarelas precisam ser magras, você não.

 

Com o nascimento do prêt-à-porter, o pronto para comprar e vestir, houve um maior incremento dos desfiles com ambições mais comerciais. Nenhum fato aparece do nada.

Na época das grandes maisons como a Channel, por exemplo, as peças exibidas serviam apenas para expor as criações e o estilo da grife às clientes habituais. Com o "pronto para vestir", adeus, pences exatas, complicados suportes de rolotês e aramados delicados para manter o vestido sempre impecável não importando os movimentos de quem usava. O tempo gasto com a confecção de uma roupa de alta-costura, o espaço restrito, não abria campo para novos nomes da moda, a restrição ao uso de novas fibras não consideradas nobres, tudo isso reduzia o campo da moda.

Para criar todos esses novos espaços, as tecelagens investiram no bonito e barato. O feito à mão quase desaparece no "pronto para vestir". Com custos menores, exatamente por que a produção parte sempre de uma modelagem piloto repetida milhares de vezes.

Entretanto com a expansão do "pronto para vestir", foi preciso criar um novo padrão de modelos de passarela que facilitasse não apenas o vestir-se voando para retornar à passarela, bem como acelerar, através da ausência de detalhes e acabamentos à mão, a produção das peças industrializadas, a partir de então. Não só nas passarelas mas intencionalmente, visando os usuários dos desenhos acabados, do produto final, no cotidiano de milhões de usuárias. Entrar na roupa no menor espaço de tempo e pagar menos para vestir-se bem.

A mulher magra facilita por vários motivos. A ausência das pences, por exemplo, no pronto para vestir foram abolidas mas ainda estão presentes na alta-costura, na encomenda especial. Pela variedade de tamanhos de manequins, estrutura óssea variando de pessoa para pessoa, nádegas, quadris, seios e altura. Por tudo isso haveria inviabilização do "pronto para vestir". A numeração, se tivesse que seguir a exata estrutura dos corpos dentro dos manequins não permitiria a agilidade necessária à produção industrial nem na passarela, tão pouco ao cotidiano moderno.

Imaginem a confusão na hora da troca de roupas para voltar à passarela. Uma legião de modelos procurando pela roupa adequada ao tamanho de seus seios, quadris e nádegas. Daí surgiu a expressão mulher-cabide, seios, nádegas e quadris menos ressaltados, significando que qualquer roupa cabe. Quem puder ter alguma noção da tensão durante um desfile de modas, irá concordar, pelo menos em parte, com os motivos e as necessidades da magreza na indústria da moda.

Está aí a confusão. A moda não pede mulheres esqueléticas. A passarela pede por uma questão de praticidade e viabilização comercial. Como tudo rende dinheiro, as indústrias médica e de alimentos, cosmética, e outras, ficaram alertas para isso e eureca! Através do marketing, criaram necessidades para lançarem seus produtos.

NOTA: algumas confecções, para atender as expectativas das consumidoras, lançam mão de um artigício que é fazer alterações na numeração. Um número 40, reduzido, transforma-se no 38, fazendo, assim, com que a compradora se pense com menos peso. Com certeza, não é uma atitude honesta, mas pode fazer muita gente feliz.

O problema é que comos nós mulheres somos as maiores responsáveis pelo consumo de tudo e de qualquer coisa, ainda que o produto pareça ter sido projetado e construído para o público masculino. Só parece, pois se o target da indústria parece ser o homem, o target desse homem/usuário acaba por ser a mulher. Uma mulher especial, todas ou qualquer mulher.

Os estilistas de modas apresentam o mesmo padrão físico e de beleza que os modelos de passarela? Não, não é? Essa é a prova dos nove. Os exageros dessa magreza nas modelos de passarela ficam mais por conta de outro excesso: demasiada procura pela profissão.

Você não é modelo de passarela não precisa ser magra; é o público-alvo da moda, relaxe. Leve o tecido e aviamentos para sua costureira. O custo não será menor mas, sua satisfação será; com certeza!

Sugestão: que voltem às costureiras

Outra sugestão: rogar aos estilistas brasileiros com prestígio no mercado externo, que não se esqueçam do padrão de beleza genuinamente miscigenado brasileiro. Em troca, nossos mercados presente e futuro serão deles.

Envie sua opinião sobre este artigo para indic@dominiofeminino.com.br

 

 

 

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