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Mesmo com dinheiro suficiente, sobrando, nós mulheres brasileiras precisamos aprender o que já sabem as mulheres dos países ricos: economizar, gastar menos e ter qualidade e durabilidade.
Durabilidade é a palavra-chave. Se um bem tem durabilidade isto significa economia. Essa máxima deveria ser utilizada para vestuário, roupas de toda a ordem, cama, mesa, banho e o mais.

 

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        Solidão a dois

 

             Antonio Carlos Alves de Araújo *
             PsicólogoC.R.P: 31341/5
             Comunique-se
             23, Outubro/2003

 

 

O próprio ciúme não é apenas a desconfiança, mas uma certeza que se transforma em algo mórbido, por percebermos que o outro pôde ou poderá não apenas atingir maior satisfação e poder sobre nós, mas, que em síntese, soube lidar melhor com seus complexos de rejeição e inferioridade. O ciúme é o irmão gêmeo univitelíneo da inveja.
Antonio Carlos, Psicólogo

Deveríamos estar cônscios de que uma relação eternamente será uma dualidade ou um conflito de opostos, nunca algo linear de prazer que possamos pegar quando nos sentimos famintos. Ninguém almeja a solidão que é a prova máxima da desumanidade, mas quase todos se iludem ao pensarem que estão acompanhados.
Antonio Carlos, Psicólogo

Uma das experiências de maior angústia que recaem sobre determinado ser humano, é quando o mesmo descobre que apesar de usufruir de determinado relacionamento, não conseguiu efetivamente eliminar o problema da solidão. A sensação primeira é sentir que não se tem o que se merece, causando ansiedade e total desconforto pessoal. A primeira e básica lição para qualquer tipo de relacionamento, é expor a insatisfação, sendo este ato uma prova de real amor, pois abre a porta para que ambas as pessoas reflitam sobre o desafio de estar com alguém e manter a chama do prazer. A falta do diálogo franco e profundo, apenas aprisionam ambos nos fantasmas da carência e insatisfação generalizada. Toda vivência negativa deveria ter o intuito de transformar determinada barreira em um novo caminho de evolução da relação. Infelizmente preferimos perder nosso companheiro para uma trama mal resolvida do inconsciente da pessoa, renegando por completo o potencial criativo e a coragem de mudar. Como é extremamente fácil perder aquela habilidade ou fidelidade em admirar o outro. O fato é que a maioria dos relacionamentos, provam a dificuldade de se encontrar pessoas que realmente caminhem juntas, no mais profundo de suas almas e atitudes.

O leitor irá indagar sobre qual é o maior problema histórico que incide sobre determinada relação, destruindo seu conteúdo. A resposta é que as estratificações sociais se reproduzem em todos os relacionamentos, criando classes sociais, assim como nos aspectos econômicos. Temos então o rico e pobre, sendo este último um total dependente afetivo. A tensão destes opostos irá produzir um combate interminável dentro da relação. Um outro aspecto desta questão é o problema do narcisismo, pois quando observamos a vaidade em determinada pessoa, ou a segurança que a mesma demonstra emitir, este processo não deixa de ser a retirada da energia do outro para benefício próprio. Este é o sinal mais marcante de nossa era; a competição incessante para testar quem realmente detém o poder em todas as frentes.

A solidão sentida a dois, não deixa de ser uma espécie de teste sobre o que mais sentimos ao lado de alguém: ansiedade, desejo de fuga, desprezo ou rejeição. A armadilha não é a exposição constante perante tais sentimentos negativos, mas como disse acima, a incessante negação dos mesmos. Deveríamos estar cônscios de que uma relação eternamente será uma dualidade ou um conflito de opostos, nunca algo linear de prazer que possamos pegar quando nos sentimos famintos. A busca histórica da beleza se encaixa neste contexto, pois tem a função de entorpecer a própria pessoa, sendo mais fácil admirar um objeto, do que uma introspecção diária sobre as dificuldades de como lidar com nossos sentimentos. Uma atitude amorosa implica em pensarmos sobre o que devemos doar ao outro; o que o mesmo necessita perante seu histórico de vida, seus desejos acumulados, frustrações e outras coisas. Qual ponto pode libertar a pessoa ou então a reforçar em seu cárcere pessoal e emotivo?

Um dos grandes problemas na vida a dois, é o desprezo quase absoluto perante a intuição. Todas as pessoas queixosas de seus parceiros, perceberam outrora que havia algo de errado, porém rejeitam os indícios, precisamente pelo apego, poder e medo da perda. Não se trata aqui de pregar uma separação ao primeiro sinal de problema, mas a importância de se debelar as armadilhas citadas anteriormente, pois a dualidade é um dos constantes companheiros do relacionamento, e sua negação apenas reforça sua intensidade. Uma das últimas coisas genuinamente humanas que ainda somos obrigados a sentir, é a capacidade de compaixão pelo sentimento de solidão ou incompletude do outro, e conseqüente capacidade de perceber suas necessidades, e quanto isto afeta nossa vida íntima. Quase todos procuram se defender numa rotina diária de vida ou até mesmo sexual, para não lidar com o problema da carência básica do companheiro. A histórica falta de diálogo numa relação é o mais puro fruto de tal fato; ausência perante o dilema do outro. Isto é lamentável, pois uma das maiores alegrias humanas é justamente lidar abertamente com tais pendências pessoais. O sentido máximo do conhecimento e até mesmo da psicologia é justamente a possibilidade do alastramento para novos horizontes, nunca o confinamento em determinada neurose.

A pergunta que dificilmente conseguimos responder é : qual a maior ofensa produzida pelo companheiro no decorrer da relação? Falta de companheirismo, sexo, intimidade, cumplicidade, humor, diversão, dentre outras. Pode ser que sejam todas as alternativas, porém, o ponto central seria : No que nos deixamos de transformar devido a omissão de alguém, somada nossa indolência reflexiva? Uma escolha totalmente infeliz de um parceiro significaria não apenas uma necessidade de mudança, mas a imposição da dor como último recurso do resgate dos reais anseios da pessoa. Alguém que se encolheu a vida inteira, certamente precisará do tratamento de choque para começar a enxergar determinados processos. A solidão a dois é a prova de que a busca de determinada pessoa, apenas diz que se trata de uma tarefa demasiada pequena perante os desafios emocionais futuros. Somos quase que totalmente desprovidos da ambição no terreno emocional, já que deixamos todas as tropas no lado econômico.

A solidão é um dos instrumentos mais preciosos da medida e localização de nossas dependências; sejam as mesmas emocionais ou de qualquer outra categoria. Neste ponto, podemos inferir que o próprio ciúme não é apenas a desconfiança, mas uma certeza que se transforma em algo mórbido, por percebermos que o outro pôde ou poderá não apenas atingir maior satisfação e poder sobre nós, mas, que em síntese, soube lidar melhor com seus complexos de rejeição e inferioridade. O ciúme é o irmão gêmeo univitelíneo da inveja, apenas as rotas tomam direções opostas. O primeiro é constantemente demonstrado, fazendo com que a pessoa se vicie em autocomiseração e medo constante; no segundo caso, há a completa omissão do sentimento, restando uma torcida inconsciente para que o parceiro fracasse em seus empreendimentos, se nivelando na miséria afetiva do outro.

O desejo de uma romantização acentuada e infantilizada dentro de um relacionamento, sempre representa uma fuga da reflexão de que o mesmo pode acarretar uma intensa solidão a dois. Nos dias atuais, nos deparamos com uma contradição absurda: por um lado nos vemos frente a horrível sensação de não termos ninguém, e cairmos doentes nas várias neuroses; paralelamente, temos receio de investirmos profundamente numa pessoa que mais tarde contrarie nossos desejos, optamos então, não pela entrega, mas na fixação imaginária de modelos passados de satisfação ou até mesmo de dor. Quantos realmente almejam abandonar seu inferno privado? Se sabemos que nossos sentimentos estão extremamente contaminados, deveríamos proceder uma filtragem dos mesmos. A mesma se daria na coragem de pensar, e principalmente quando ambas as pessoas viessem para uma relação sem projetos fechados.

Uma separação se torna necessária quando descobrimos que o parceiro têm uma necessidade interna de independência perante nossos desejos. Neste ponto há a morte plena do relacionamento. Sem dúvida, esta é a experiência mais dolorosa da solidão a dois. Cedo ou tarde descobrimos que sonhar é esperar alguém habilitado para satisfazer nossos desejos, insisto nesta questão novamente, por se tratar do desafio máximo na nossa sociedade egocêntrica. Apenas mostramos a vaidade e poder, ao invés da compaixão e ajuda perante alguém. A entrega causa medo e sentimento de inferioridade. Qualquer pessoa um pouco madura já percebeu que a estratificação de sua personalidade ocorre após uma terrível experiência de perda, e no que se transformou após o ocorrido. A maturidade é o modo como lidamos com a dor, e a pessoa liberta é a que enfrenta abertamente sua carência, ao contrário daqueles que são meros colecionadores de imagens passadas.

Todos dizem que buscam alguém para envelhecer em dupla; dividir momentos de prazer e dor; que a beleza acaba cedo, sendo o importante a essência da parceria. Embora tudo isto seja correto, o fato é que a "eternidade" de um relacionamento é mensurada na capacidade de ambos proverem continuamente novas experiências, sendo constantemente criativos perante os desejos e potencial do outro. O preço máximo a ser pago por nosso consumismo econômico é atrair parceiros descartáveis, causando no final a perda da libido existencial. Se até o presente momento a humanidade foi absolutamente incompetente para produzir um modelo econômico sem miséria material, seria absurdo pensar que não sofreríamos a miserabilidade afetiva e psíquica. Não se trata de politizar em cima de um assunto afetivo, mas concluir que qualquer processo individual é fruto de um todo onde cada um se insere. Ninguém almeja a solidão que é a prova máxima da desumanidade, mas quase todos se iludem ao pensarem que estão acompanhados.

Enfim, uma das coisas primordiais para efetuarmos uma tomada de consciência profunda, é o percebimento sobre qual tipo de imagem que ambos os parceiros formaram no transcorrer da relação: pai, amigo, companheiro, terapeuta, dentre outras. Esta tarefa parece um tanto óbvia, mas é espantosa a omissão das pessoas perante tal fato. A busca pela segurança e estabilidade são o maior obstáculo para o crescimento em conjunto. Não apenas as imagens passadas mudam, mas também há um incessante bombardeio por novas expectativas e possibilidades. Amar não é um treino, um dom, ou um esforço, mas a junção sincrônica de desejos e atitudes, liderados pela motivação da criatividade permanente; amar é a responsabilidade pela evolução do outro, pois gostemos ou não, nossa admiração funciona como na esfera profissional, sendo não apenas maior ganho material, mas principalmente a plena satisfação. Temos o vício mais do que milenar de admirar o maior e exercer o poder cruel no menor, assim sendo, falta a distribuição de potência em todos os níveis, e obviamente pessoas que desejem usufruir da mesma.

"Temer qualquer contato ou ajuda profissional, é viver numa espécie de culto ao sofrimento".  

   Sobe

 

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