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          Roupa Feminina
          no olho da Tara

 

          Suzana Bertioga
          12, Dezembro/2003

Opinião dos Leitores

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Conta-se por aí uma história muito interessante sobre as palavras tara e tarado. Antigamente, tara só queria dizer recipiente ou diferença existente entre o peso líquido e o peso bruto de um produto. Assim, se comprássemos uma caixa de frutas, tara seria a caixa, taradas seriam as frutas.

Mas, vamos ao nosso caso: um rapaz atacou uma garota para se satisfazer sexualmente. Quando descobriram o crime, ele foi condenado à morte. A sentença foi cumprida, mas, antes de enterrarem o rapaz, quiseram conhecer seu peso. Pesaram o cadáver — o tarado — descontando o peso do caixão — a tara — em que ele estava.

Dizem que depois disso a palavra tara começou a significar também defeito físico ou moral, degeneração, depravação, e que a palavra tarado passou a ter o sentido de degenerado sexual, desequilibrado.

Extraído de "Língua não tem osso, ouvido não tem porteira, pensamento não tem fronteira", Revista SuperInteressante Jovem Especial, Editora Abril, novembro de 1990.

 

Desde seu início de governo, o Presidente Lula inaugurou uma forma pouco distinta, para não dizer desabonadora e constrangedora, de elogiar as mulheres bonitas e gostosas, sempre artistas como a Kelly Key, muitas globais e uma infinidade de beldades, umas elegantes e outras, vulgares. As beldades elegantes devem ter sofrido com os elogios do Presidente.

Não foram poucas, as vezes em que o Presidente do Brasil saiu-se com elogios de conotação sexual em público. Sempre um elogio malicioso, grosseiramente insinuante, que ele e sua equipe achavam ser um toque personalíssimo de simplicidade no estilo "o povo gosta é disso". A continuar no caminho, estará correndo risco de ser enquadrado na Lei de Assédio. O pior aconteceu na presença da atriz Maria Fernanda Cândido quando o presidente disse que gostaria de ter sido um dos alunos excepcionais só para ficar perto dela. Na ocasião fiquei receosa de que ele dissesse que os pais das crianças eram uns sortudos. Lula não parou por aí e se seguiram fieiras de atrizes que iam a Palácio sendo recebidas no mesmo estilo. Isto para jovens e bonitas.

Um dos presidentes brasileiros mais "levados" foi Juscelino Kubitschek que não podia ver mulher e disto não se fazia segredo. Nem assim, o grande presidente brasileiro deixava de ser extremamente charmoso, elegante, discreto e sabia para quem estava se insinuando. Aliás, de tanto charme penso que na verdade o assediado era ele.

A moda Lula vem entusiasmando certos tipos de pessoas do poder. Sem generalizações, mas, mesmo assim, ao que parece anda fazendo escola.

Um desses que adotaram a moda de elogiar mulher com uma pitada de malícia de mau gosto ou galanteio à moda Jece Valadão, o Secretário de Energia do Estado do Rio de Janeiro, Wagner Victer, na entrega da Medalha Tiradentes da Assembléia Legislativa à vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro - FIRJAN, Sra. Ângela Costa, segundo a Coluna do Cláudio Humberto no jornal o Dia.

À moda do improviso da dinastia Lula ou á moda campista ( pior, se juntou as duas coisas ), o ilustre Secretário acrescentou ao discurso que o decote da empresária homenageada " o deixou louco ".O que para ele era um elogio, para quem ouvia ou para quem soube foi um desabrido atentado à moral : Deixou constrangida uma seleta platéia presente e expandiu-se pela imprensa fazendo mais estragos junto aos amigos da vítima.

O colunista Cláudio Humberto perguntou: vai para os Anais da Casa? Não, não se sabe se foi para os anais da Casa.

Apuramos que o Sr. Victer é amigo da empresária em questão. Pior o comportamento. Há pessoas que confundem ou se confundem com o privado e o público. Quanto mais proximidade com celebridades ou autoridades maior deve ser o cuidado para, inclusive, se houver necessidade, negar o grau de intimidade e proteger a pessoa amiga.

Pessoas que se esquecem de onde estão e com quem estão formam uma ameaça constante. Ou ainda aquelas que não são tão íntimas mas que fazem de tudo para assim parecer. O chinelo não deve sair do quarto e a camisola não deve ir à sala. Preservar a intimidade, a privacidade dos amigos é obrigação para quem quiser se dizer amigo de alguém. Deveria ser o primeiro mandamento da amizade.

Depois dessa confusão, descobre-se que a Sra. Ângela, naquela ocasião ( herança da eficiente Assessora de Imagem, Afife Sawaia ), trajava um tailleur. Angela Costa, alegre e expansiva, que se permite ser feminina mas, uma mulher de atitude firme e muito política não teria chegado aonde chegou como empresária que atua em uma área extremamente machista se não se impusesse pela competência e capacidade de trabalho.

Mas digamos que uma mulher deseje usar um decote comportado, se tem seios fartos será impossível esconder; o que não significa que ela os está expondo como provocação. Se desejar usar uma saia mais curta, deverá fazer e não se preocupar as taras que pululam as cabeças de homens rudes e/ou inconvenientes, no mínimo.

Vamos acabar com essas gracinhas de ficar elogiando mulher, pegando pela vaidade do corpo e da sensualidade feminina. O ego feminino não fica exposto e pendurado, ao contrário do masculino. Na verdade fomos nós que começamos esta besteirada de que somos o máximo. Mais honestas, mais isso mais aquilo, mais tudo. Não somos nada a mais do que podem ser os homens.

Mas senhores que me lêem, nós somos o que cada uma pode ser, tanto quanto os senhores. Nem somos loucas o suficiente para negar que, principalmente, nos dias que correm as mulheres mais do que nunca transformam seus corpos e habilidades sexuais em petrechos para suas carreiras.

No que concerne a este assunto, desejamos que os gracejos do Presidente não façam tantos discípulos para que possamos dar como encerrada essa etapa da dinastia. E no que diz respeito aos homens e mulheres investirem em conquistas, nada mais natural, desde que não sejam misturados os alhos com os bugalhos.

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